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Carcassonne, a cidade medieval mais preservada da Europa

Carcassonne, a cidade medieval, mais preservada da Europa, patrimônio histórico da Unesco, está localizada no sul da França, perto da fronteira com a Espanha.




A cidade é dividida entre a cidade antiga protegida pela muralha e a cidade nova.


Por causa da sua localização é mais facil ir para a cidade, estando na Espanha ou na Costa Francesa, como moramos em Barcelona, estamos bem perto da cidade, dando para fazer um bate e volta para lá (day trip), a distância entre as cidades é de 300Km, cerca de 3h30.


Eu e a Pri, gostamos muito de cidades medievais, romanas ou muito antigas e já visitamos algumas delas como: Dubrovnik, Toledo, Girona, Tossa de Mar, Tarragona e Ait Ben Haddou e uma que tinhamos muita vontade de conhecer, era Carcassone por causa da história da cidade que a Tia da Pri sempre contava, e por dizerem que é a cidade medieval mais preservada da Europa.



Aproveitando que estamos morando em Barcelona, e com a visita dos tios da Pri, resolvemos alugar um carro e ir até lá, para conhecer a cidade.


Fizemos um bate e volta, saímos de Barcelona bem cedo perto das 8:30 da manhã e chegamos em Carcassone antes do meio dia, a estrada é excelente.


O que fazer em Carcassonne e quais são as principais atrações de Carcassonne.

Chegamos e fomos direto para a cidade antiga, que está a beira do rio Aude, encontramos um estacionamento entre o rio e a cidade antiga, como era domingo estava tendo uma feira de produtos antigos (mercado de pulgas), passando pela feira até chegar a entrada da cidade, deu até para tomar um vinho de graça que estavam dando na feira.



Falando um pouco sobre a história de Carcassone.

Erguida no século 13, a fortaleza de Carcassonne é uma das maiores construções medievais do continente e uma das mais preservadas. No passado, esteve sob domínio dos Cártaros, um grupo religioso que tentou fundar uma dissidência da Igreja Católica na região.


O catarismo teve muitos adeptos em Carcassonne. Os cátaros foram protegidos pelo visconde Raimundo Rogério Trencavel (1185–1209), o que fez com que a cidade fosse considerada terra de heresia pelo Papa e consequentemente um dos alvos da Cruzada, liderada primeiro pelo legado papal Arnaldo Amalrico e depois por Simão de Monforte. Em agosto de 1209, o exército de cruzados sitiou Carcassonne.


 Os dois burgos caíram rapidamente, tendo sido prontamente destruídos e incendiados. As muralhas e fortificações da cidadela resistiram aos atacantes, mas Trencavel descurou a defesa dos pontos de abastecimento de água situados fora das muralhas porque acreditava que os sitiados seriam socorridos rapidamente, pelo que a sede e a fome obrigaram o visconde de Carcassonne a dar um fim de duas semanas de cerco. Trencavel foi preso e morreu pouco depois.


Em 1240, Raimundo II Trencavel, filho de Raimundo Rogério, liderou uma tentativa de revolta dos carcassonenses, o que levou o rei São Luís a perseguir a população da cidade.


Em 1348 a peste assolou Carcassonne e o resto do país pela primeira vez; a epidemia foi recorrente até ao século seguinte. No mesmo período, a Guerra dos Cem Anos provoca numerosos danos. O Príncipe Negro devastou a cidade baixa pelo fogo em 1355, mas poupou a cidadela, devido ao fato de que um cerco vitorioso seria muito longo e atrasaria as suas pilhagens.


A bastide foi parcialmente reconstruída (apenas metade) e fortificada em 1359. A indústria de tecidos de lã foi também reiniciada e desenvolveu-se. Apesar de Carcassonne nunca ter sido visitada pelo rei Luís XI (r. 1461–1483), este confirmou os privilégios da cidade e não hesitou em defendê-la em março de 1462. Para saber mais sobre a história (https://fr.wikipedia.org/wiki/Carcassonne)


Voltando a falar sobre o nosso passeio, dentro da fortaleza existem ainda duas construções que são paradas obrigatórias: o Chateau Comtal e a Catedral Gótica.

Chateau Comtal é um castelo construído dentro da fortaleza principal, para servir de morada para os nobres e protegê-los da fúria das cruzadas, único lugar da cidade que se paga para entrar em torno de 20 euros por pessoa, não entramos, achamos desnecessário.




Catedral Gótica, conhecida como Basílica de St. Nazario, é uma bela construção erguida os vitrais em formato floral e as gárgulas são atrações a parte.





Passeamos por todas a cidade desde as muralhas por fora e por dentro, até sua ruazinhas, com praça, fontes, poços e tudo mais, isso é o mais importante, ande por toda a cidade, pois cada canto tem sua história, sobre a beleza que nos faz tirarmos milhares de fotos.


Após passear por tudo isso chegou a hora do almoço, e em Carcassonne não deixe de provar o típico Cassoulet, prato famoso nessa região da França. Ele está à venda em quase todos os restaurantes locais, feito com uma sopa de feijão branco e carne de pato, em conceito até que lembra um pouco a nossa feijoada ou uma dobradinha.


O restaurante que escolhemos fica bem de frente ao castelo e tem um terraço para almoçar olhando a beleza do local.


A foto mais bonita na minha opinião, é a foto que mostra toda a muralha por fora, essa vista é feita da nova ponte, assim é possível tirar a foto com a ponte velha e o castelo.



Como ficamos lá somente uma tarde, não deu para conhecer a cidade a noite, deve ser linda, pois toda a muralha e os monumentos importantes ficam com luzes projetadas nas suas fachadas.




Agora já era hora de pegar o carro e voltar para Barcelona, porém escolhemos fazer um caminho mais longe e passar o final de tarde começo de noite em Andorra, pequeno país entre a França e a Espanha, falaremos mais sobre Andorra em outro post.
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